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Entre 1860 e 1861, Camilo Castelo Branco colaborou no jornal "O Porto e a Carta" onde assinava com o pseudónimo de "José Mendes Enxúndia", tendo inclusive o escritor ficado alojado em Penafiel em casa de Rodrigo de Freitas Beça, sobretudo em períodos conturbados da sua vida com Ana Plácido, aproveitando ambos para trocarem algumas criticas literárias. Talvez fruto desta ligação, as referências a Penafiel na obra de Camilo são várias, como se pode constatar por exemplo nas "Memórias do Cárcere" onde nos fala de Zé do Telhado com quem partilhou cela na Cadeia da Relação do Porto, bem como quando menciona o seu encontro com João Nunes Borges de Carvalho, o célebre Tenente de Milhundos, fervoroso apoiante de D. Miguel, numa das suas passagens por esta região. Não esquecer ainda "A Queda de um Anjo" e a "soberba" chegada de D. Teodora Barbuda de Figueiroa, espoda traída do protagonista, o Morgado de Agra de Freimas, Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, pela "Rua Cimo de Vila" (atual Alfredo Pereira), na sua viagem para Lisboa.